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30 Abril de 2021 | 14h05 - Actualizado em 04 Maio de 2021 | 14h20

Ministro Ricardo D’Abreu destaca papel estratégico na parceria logística com a Holanda

Aconteceu na quinta-feira, 29 de Abril, na cidade do Lobito, província de Benguela, um webinar sobre Agro-Logística, organizado pelos Países Baixos. O discurso de abertura foi feito pelo Ministro dos Transportes de Angola, Ricardo Viegas D’Abreu.

A nível mundial, a Holanda possui uma quota de importação de frutas e vegetais na ordem de 40% Na sua intervenção, o Ministro dos Transportes, Ricardo Viegas D’Abreu disse que "é com grande satisfação que testemunhamos à mais um importante capítulo na história da cooperação bilateral entre o Reino da Holanda e República de Angola. Que este acto simbolize a consolidação da cooperação entre os dois estados e sobretudo entre as classes empresariais dos nossos respectivos estados”, sublinhou. Logo a seguir, lembrou que em finais de 2018 esteve à frente de uma delegação do Ministério dos Transportes à Holanda, para de entre outros assuntos relacionados com o sector dos transportes e logísticas, se debruçasse sobre o projecto do Estudo das Potencialidades Agrícolas do Corredor do Lobito para exportação de frutas para a União Europeia, maior importador mundial destes produtos, com uma quota de mais 40% do comercio mundial de frutas e vegetais. Este posicionamento, segundo o Ministro dos Transportes, "representa um negócio global somente em frutas e vegetais de mais de US 25 Mil Milhões, e um volume de produtos de mais 18 Milhões de Toneladas, maioritariamente importadas de países em desenvolvimento, quer africanos quer da América Latina”, citou. Acrescenta que o Reino da Holanda ocupa uma posição cimeira no mercado da União Europeia neste segmento e, por esta razão, representa para Angola o parceiro ideal para explorar a oportunidade de trabalhar de forma articulada e coordenada, permitindo um resultado mutuamente benéfico para os nossos dois Países. Passados mais de dois anos, foi concluído o estudo, tendo identificado as oportunidades de desenvolvimento de cadeias de valor para exportação de frutas a partir do Corredor do Lobito. O Estudo mapeou, de acordo com o governante, os principais desafios para a realização de investimentos imprescindíveis em infra-estruras de apoio, com destaque para os centros e plataformas logísticas, que são um dos pilares críticos para a materialização de um projecto com esta especificidade. Foram igualmente identificados os desafios a nível regulamentar, administrativo-burocrático fitossanitário, de treinamento e capacitação local dos produtores para além do uso das novas tecnologias no acompanhamento dos ciclos de produção e evolução climatérica, entre outros aspectos. 

Diversificação Económica

O Ministro destacou que a Diversificação da Economia Nacional representa uma aposta inequívoca do Executivo angolano rumo ao crescimento e desenvolvimento do nosso país. "À Luz do PRODESI, esta iniciativa conjunta de cooperação entre o governo da Holanda e de Angola, encontra resposta na estratégia de desenvolvimento da Rede Nacional de Plataformas Logísticas e Dinamização e Rentabilização do Corredor do Lobito, que constitui uma etapa fundamental para a facilitação do comércio e melhoria do ambiente de negócios em Angola e tornar possível e viável o fornecimento de frutas e legumes aos principais centros de consumo regionais e internacionais”, disse. Realçou que a agenda deste webinar inscreve a assinatura de um Memorando de Entendimento para Assistência Técnica, Co-financiamento de um Centro Logístico que prevê a transferência de conhecimento e treinamento em certificação e melhores práticas de tratamento, acondicionamento e embalagem de frutas e legumes para exportação. A oportunidade serviu para o Ministro lançar o desafio de ainda este ano e no mais curto espaço de tempo "lançar a primeira pedra para construção desta importante infraestrutura de apoio ao agronegócio, permitindo voltarmos a este mesmo local para uma visita conjunta ao futuro Centro Logístico para apoio à exportação de frutas e legumes, tão logo esteja concluído e apetrechado. Precisamos de sentido de urgência, pragmatismo e compromisso e não poderíamos ter escolhido melhores parceiros para esse efeito”, enalteceu. Sublinha ainda que, "este é sem sombra de dúvidas mais um exercício de apoio à diversificação económica e para internacionalização da nossa economia, e levar para lá das nossas fronteiras o doce e inesquecível sabor da fruta de Angola, a Marca de ANGOLA”, disse.



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