Luanda, 21 de Janeiro de 2026 – Para o Ministério dos Transportes, a inauguração da fábrica de montagem de veículos automóveis do Grupo OPAIA, na Zona Económica Especial (ZEE) Luanda-Bengo, constitui um marco estruturante para a melhoria sustentável da mobilidade em Angola é para o reforço da capacidade produtiva nacional no sector dos transportes.
A nova e industrial, com enfoque na montagem de autocarros para transporte colectivo, bem como de veículos ligeiros e comerciais, representa o início efectivo da indústria automóvel em Angola. O projecto assume particular relevância para a mobilidade urbana e interurbana, ao criar capacidade interna para produzir meios de transporte colectivo de forma contínua, articulando mobilidade, industrialização, criação de emprego e soberania produtiva.
Segundo o Ministro dos Transportes, Ricardo Viegas D’Abreu, “a mobilidade não se resolve apenas com planeamento ou com a aquisição pontual de frotas; resolve-se com capacidade produtiva instalada no país, com continuidade de oferta e com uma cadeia de valor nacional que sustente essa capacidade ao longo do tempo”.
O governante sublinha que a instalação desta unidade industrial traduz “uma decisão estratégica de dotar o país de meios próprios para assegurar a mobilidade colectiva, reduzindo a dependência externa e criando bases sólidas para respostas estruturais as necessidades do sistema nacional de transportes”.
O projecto resulta de um investimento do empresariado nacional, através do Grupo OPAIA, e distingue-se pela associação a parceiros internacionais de referência na indústria automóvel, com destaque para a parceria com a Volvo na montagem de autocarros destinados ao transporte público e colectivo, bem como para acordos com fabricantes internacionais de veículos ligeiros e comerciais. Esta cooperação garante elevados padrões de qualidade, fiabilidade tecnológica e segurança operacional, assegurando que os autocarros produzidos localmente respondem as exigências do transporte urbano moderno, bem como soluções mais eficientes e ambientalmente
sustentáveis.
“Estamos perante um modelo equilibrado, que combina visão empresarial nacional, parcerias internacionais de reconhecida credibilidade e transferência gradual de conhecimento e tecnologia”, afirmou o Ministro dos Transportes, acrescentando que este percurso permitira evoluir progressivamente para maiores níveis de incorporação local de componentes.
Para além do impacto directo na melhoria da oferta de transporte público e colectivo (através do reforço e renovação das frotas de autocarros com produção local), este projecto terá efeitos significativos ao nível do emprego, da formação profissional e do desenvolvimento de competências técnicas e industriais, com a criação, numa primeira fase, de cerca de 1.500 postos de trabalho, maioritariamente ocupados por jovens angolanos.
O Ministério dos Transportes reafirma o seu compromisso com a implementação de políticas públicas que promovam soluções estruturais, duradouras e soberanas para a mobilidade, valorizando o que é produzido em Angola e incentivando a consolidação de uma base industrial nacional capaz de responder aos desafios do crescimento demográfico, da expansão urbana e da intensificação das deslocações diárias.
Ministério dos Transportes, Luanda 21 de janeiro de 2026