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Aeroporto Internacional de Luanda - Ministério dos Transportes

Governo 06-10-2026
ANGOLA REAFIRMA COMPROMISSO COM UM CORREDOR DO LOBITO ABERTO A TODA A CARGA

Em Lusaka, ministro dos Transportes defende "disciplina de execução" e a passagem de corredor de transporte a corredor de desenvolvimento económico

O ministro dos Transportes, Ricardo Viegas D'Abreu, reafirmou, na segunda-feira, em Lusaka (Zâmbia), o compromisso de Angola em manter uma plataforma atlântica fiável e aberta a toda a carga, e não apenas ao minério. O governante falava na Segunda Reunião de Coordenação do Corredor do Lobito, em representação do Presidente da República, João Lourenço.

Angola compromete-se a trabalhar com a República Democrática do Congo (RDC) para que a fronteira Luau-Dilolo funcione como uma só paragem, a tornar a Janela Única do Comércio Externo interoperável com os sistemas dos países vizinhos, a concluir o Plano Director e a levar ao mercado uma carteira de projectos preparada e bancável.

Ricardo Viegas D'Abreu afirmou que Angola subscreve as três prioridades propostas para os próximos 24 meses e o Roteiro Conjunto de Facilitação do Comércio. Propôs que, de Lusaka, se saia com "disciplina de execução": para cada prioridade, um responsável, um prazo e um mecanismo de acompanhamento. Sublinhou ainda que a orientação do Chefe de Estado é clara: passar de um corredor de transporte a um corredor de desenvolvimento económico.

Como exemplo do trabalho em curso, o ministro destacou a inauguração da primeira fase da Plataforma Logística da Caála. O empreendimento dispõe de 15 unidades frigoríficas, com capacidade para conservar em simultâneo 100 toneladas de produtos agrícolas, e de áreas de recepção e selecção de frutas e hortícolas. Conta também com um sistema de energia solar com baterias, que lhe garante autonomia energética. "A Caála não é a maior obra do Corredor, mas é a demonstração clara do que Angola está a fazer, passo a passo, para o transformar num verdadeiro corredor de desenvolvimento", afirmou.

O encontro, organizado pelo Banco Mundial em parceria com o Governo da Zâmbia, foi aberto pelo Presidente zambiano, Hakainde Hichilema, e reuniu representantes da RDC e do sector privado. O objectivo é promover a implementação de um dos principais corredores emergentes de comércio e investimento de África.

A delegação angolana, chefiada pelo ministro dos Transportes, integra o secretário de Estado para o Investimento Público do Ministério do Planeamento, Ivan dos Santos, o secretário executivo da Agência de Facilitação do Transporte de Trânsito do Corredor do Lobito (LCTTFA), Amadeu Nunes, e técnicos da Agência Reguladora de Certificação de Carga e Logística de Angola (ARCCLA) e da Administração Geral Tributária (AGT).

Fonte: Mintrans
Governo 06-10-2026
INAUGURAÇÃO DA CADEIA DE FRIO DA PLATAFORMA LOGÍSTICA DA CAÁLA, NO HUAMBO

A infraestrutura, primeira componente operacional da Plataforma Logística da Caála, integrada na Rede Nacional de Plataformas Logísticas (RNPL), foi inaugurada no dia 5 de Outubro. O acto foi presidido por Sua Excelência o Secretário de Estado para os Transportes Terrestres, Dr. Jorge Bengue, em representação de Sua Excelência o Ministro dos Transportes, e contou com a presença do Governador da Província do Huambo, Eng. Pereira Alfredo, de membros do Executivo, do corpo diplomático, de instituições internacionais e parceiros de desenvolvimento, de empresas do sector e demais intervenientes da cadeia logística.

Com capacidade para 100 toneladas, a Cadeia de Frio é composta por 15 câmaras frigoríficas móveis em contentor — 10 de 20 pés e 5 de 40 pés — com temperaturas até -20 °C. Em pleno funcionamento, empregará cerca de 50 colaboradores e movimentará cerca de 10.000 toneladas de produtos agrícolas por ano.

O investimento de 2,5 milhões de USD é co-financiado pelo Governo de Angola e pelo Banco Mundial, através do programa Diversifica+.

Alimentada por energia solar fotovoltaica, a infraestrutura permitirá reduzir em cerca de 40% as perdas pós-colheita, aumentar o rendimento dos produtores e reforçar a qualidade, segurança e competitividade da produção agrícola do Huambo e do Planalto Central.

«Não basta produzir mais, é necessário perder menos, conservar melhor, transportar de forma mais eficiente e chegar aos mercados em condições competitivas.» — Catarino Fontes Pereira, PCA da ARCCLA.

Fonte: Mintrans
Governo 29-09-2026
I.º CONGRESSO INTERNACIONAL DE DIREITO MARÍTIMO, PORTUÁRIO E ADUANEIRO ANGOLA-BRASIL

Angola e Brasil unidos pelo Direito do Mar. É com enorme expectativa que partilhamos o spot oficial do I.º Congresso Internacional de Direito Marítimo, Portuário e Aduaneiro Angola-Brasil, que terá lugar de 14 a 16 de Outubro de 2026, no Hotel Epic Sana, em Luanda.

Durante três dias, especialistas, autoridades e operadores do sector vão debater os temas mais actuais e decisivos para o futuro marítimo e portuário dos dois países. Em destaque estarão a auditoria da OMI e a conformidade do sector, a internalização das convenções internacionais, a Convenção STCW, a SOLAS, a MARPOL, a MLC 2006, os acidentes e acontecimentos do mar, a poluição marinha, a descarbonização, a governação portuária, o regime aduaneiro e a proposta do Código Marítimo Angolano.

Entre os nomes já confirmados contam-se a Dra. Anisabel Veríssimo e Costa, o Dr. Bernardo Mendes Vianna, o Dr. Leonardo Grecco, o Vice-Almirante Ralph Dias, a Dra. Jemima de Paula Soares, a Prof. Dra. Cármen Pimenta e muitos outros especialistas de Angola e do Brasil.

Este é mais do que um congresso. É um espaço de cooperação jurídica e institucional entre Angola e o Brasil, feito para todos os que trabalham, estudam ou investem na economia do mar.

Veja o spot, partilhe e garanta o seu lugar. A programação completa e as inscrições estão disponíveis no link da bio.

Ministério dos Transportes I 50 Anos em Movimento

Fonte: Mintrans
Governo 28-09-2026
TAAG MANTÉM ABERTURA AO DIÁLOGO COM O STMA E DEFENDE UMA POLÍTICA DE VALORIZAÇÃO SALARIAL JUSTA E EQUILIBRADA

Luanda, 25 de Setembro de 2026 – A TAAG – Linhas Aéreas de Angola reafirma a sua disponibilidade para prosseguir o diálogo com o Sindicato dos Técnicos de Manutenção de Aeronaves (STMA), na sequência da reunião realizada hoje, na qual não foi possível alcançar um entendimento relativamente às reivindicações salariais apresentadas.

A Administração reconhece a importância destes profissionais para a segurança e a qualidade das operações. Contudo, considera que a reivindicação de um aumento salarial de 100% é manifestamente desproporcionada, tanto face à realidade económica da companhia como aos princípios de justiça salarial e equidade que devem orientar a valorização de todos os seus trabalhadores. Neste contexto, a TAAG apresentou uma contraproposta de aumento de 20%.

O processo negocial abrange 146 Técnicos de Manutenção Aeronáutica afectos às áreas de produção, representados pelo STMA, que correspondem a aproximadamente 5% dos 2.750 trabalhadores da TAAG. Nesta categoria profissional, o salário base médio mensal situa-se actualmente em cerca de 1,5 milhões de kwanzas.

A companhia considera que uma política remuneratória responsável não pode resultar da satisfação isolada de reivindicações de uma única categoria profissional, devendo respeitar critérios de proporcionalidade, qualificação e responsabilidade, bem como assegurar o equilíbrio salarial entre as diferentes classes e categorias profissionais. Aceitar uma reivindicação desta dimensão comprometeria não apenas a sustentabilidade financeira da companhia, mas também os princípios de justiça salarial que devem ser salvaguardados no conjunto da organização.

“Reconhecemos o contributo fundamental dos nossos técnicos de manutenção e as suas legítimas expectativas de valorização profissional. Contudo, a TAAG tem a responsabilidade de assegurar uma política salarial justa e equilibrada para todos os seus trabalhadores. A proposta de aumento de 20% demonstra a nossa disponibilidade para negociar, dentro de critérios de proporcionalidade, equidade e responsabilidade”, afirma Clóvis Rosa, Presidente do Conselho de Administração da TAAG.

A Administração mantém a expectativa de que, apesar das divergências registadas, será ainda possível alcançar um entendimento que permita conciliar as posições de ambas as partes em prol da companhia, dos passageiros e do País.

Caso esse entendimento não seja alcançado e venha a verificar-se uma paralisação, a TAAG está preparada para activar o seu plano de continuidade operacional, que tem como objectivo assegurar pelo menos 85% da programação de voos, através 1 TAAG - Linhas Aéreas de Angola S.A. Edifício One Metrópolis, Talatona Luanda, Angola dos serviços mínimos legalmente previstos e de parcerias operacionais. O plano prevê preservar integralmente as ligações intercontinentais e minimizar os eventuais impactos nas operações regionais e domésticas.

A segurança operacional continuará a constituir uma prioridade absoluta. A TAAG reafirma o seu compromisso com os passageiros e assegura que quaisquer alterações à programação de voos serão comunicadas atempadamente através dos canais oficiais da companhia.

Sobre a TAAG

A TAAG é uma companhia líder do mercado de aviação em Angola, reconhecida globalmente e com um crescimento sustentado, disponibilizando actualmente 13 destinos domésticos e 12 destinos internacionais. Além do transporte de passageiros, a sua frota realiza igualmente o transporte de carga, um serviço cada vez mais essencial para o desenvolvimento do ecossistema local. A TAAG tem um profundo orgulho na sua história, serviço e foco na melhoria contínua.

Fonte: Taag
Governo 28-09-2026
CABOTAGEM NORTE REFORÇA LIGAÇÃO A CABINDA COM INVESTIMENTO SUPERIOR A 12 MIL MILHÕES DE KWANZAS

Nova embarcação TCHIOWA transporta até 430 passageiros e reforça a capacidade logística de uma operação que já movimentou mais de 457 mil passageiros desde 2022.

Luanda, 25 de Setembro de 2026 – O Ministro dos Transportes, Ricardo Viegas D’Abreu, inaugurou hoje a TCHIOWA, a nova embarcação da Secil Marítima destinada a reforçar a Cabotagem Norte e a melhorar as condições de transporte de passageiros e mercadorias entre Cabinda e o Soyo. O investimento, superior a 12 mil milhões de kwanzas, equivalente a aproximadamente 13,2 milhões de dólares, integra a estratégia de melhoria da mobilidade, da conectividade territorial e da capacidade logística da província de Cabinda.

Com aproximadamente 93 metros de comprimento e capacidade para transportar até 430 passageiros, a TCHIOWA permite diferentes configurações de transporte de carga rodada, incluindo até 168 viaturas ligeiras ou 26 camiões, de acordo com os limites operacionais aplicáveis. A sua entrada em operação está prevista para a primeira semana de Outubro, após a conclusão dos procedimentos necessários.

Durante a cerimónia, Ricardo Viegas D’Abreu destacou a importância estratégica do investimento para a integração territorial e o desenvolvimento económico da província. "A descontinuidade geográfica de Cabinda é uma realidade. Mas a qualidade da resposta que lhe damos depende das decisões que tomamos, da forma como investimos e, sobretudo, da capacidade que demonstramos para fazer funcionar os serviços", afirmou o Ministro dos Transportes.

A chegada da TCHIOWA representa uma nova etapa na evolução da Cabotagem Norte, cuja operação regular de passageiros teve início em Abril de 2022. Desde então, esta ligação marítima tem vindo a afirmar-se como uma alternativa de mobilidade para a população de Cabinda e como um instrumento de apoio ao abastecimento e à actividade económica da província.

Os indicadores operacionais evidenciam esta evolução. O número de passageiros transportados passou de 31.806, em 2022, para 74.419, em 2023, e 121.406, em 2024, tendo atingido 119.607, em 2025. Paralelamente, o número anual de viagens aumentou de 283, em 2022, para 738, em 2025.

A componente logística apresenta um crescimento particularmente expressivo. O volume de carga diversa transportada aumentou de 526,6 toneladas, em 2022, para 9.987,4 toneladas, em 2025. No mesmo período, o transporte de meios rolantes passou de uma actividade inexistente para 786 unidades anuais, enquanto o movimento de contentores atingiu 232,5 TEU.

Os resultados de 2026 confirmam o reforço da actividade. Entre 1 de Janeiro e 23 de Setembro, a Cabotagem Norte transportou 110.586 passageiros, realizou 650 viagens e movimentou 8.307,1 toneladas de carga diversa. No mesmo período, foram transportados 822 meios rolantes e 392 TEU de contentores, indicadores que já superam os totais registados em todo o ano de 2025 nestas duas últimas categorias.

Em termos acumulados, desde o início da operação, em 2022, até 23 de Setembro de 2026, a Cabotagem Norte transportou 457.824 passageiros, realizou 2.931 viagens e movimentou 27.333,9 toneladas de carga diversa.

Estes resultados demonstram a importância crescente da ligação marítima, não apenas na mobilidade das populações, mas também no transporte de mercadorias, equipamentos e viaturas, contribuindo para melhorar as condições de abastecimento e apoiar a actividade empresarial em Cabinda.

O reforço da frota é acompanhado por medidas destinadas a melhorar as condições operacionais em terra. A concessão da gestão dos terminais do Soyo e de Cabinda à SOGESTER integra esta abordagem, que procura assegurar uma gestão especializada das infra-estruturas, maior eficiência nas operações de embarque e desembarque e melhores condições de segurança e conforto para os passageiros.

A este propósito, o Ministro dos Transportes sublinhou que a modernização da cabotagem exige uma abordagem integrada e resultados concretos na qualidade dos serviços prestados. "Uma embarcação nova é um investimento importante, mas não é, por si só, um serviço de qualidade. Para que a cabotagem cumpra a sua função, é indispensável que o navio, os terminais e os procedimentos em terra funcionem como um único sistema", declarou Ricardo Viegas D’Abreu.

O investimento na TCHIOWA contempla igualmente uma componente de capacitação dos recursos humanos nacionais. Está previsto um programa de aproximadamente seis meses de formação prática e transferência de conhecimentos especializados, destinado a preparar a tripulação angolana para assumir progressivamente a operação da nova embarcação.

A entrada em operação da TCHIOWA, prevista para a primeira semana de Outubro, representa mais uma etapa no desenvolvimento da Cabotagem Norte. O reforço da capacidade de transporte, associado à modernização dos terminais, à qualificação dos profissionais e à melhoria dos procedimentos operacionais, pretende assegurar um serviço marítimo mais regular, seguro e eficiente, com benefícios directos para as populações e para a actividade económica de Cabinda.

Fonte: Mintrans

mintrans.gov.ao Ministro dos Transportes

Ricardo Daniel Sandão Queirós Viegas D' Abreu



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