Nova embarcação TCHIOWA transporta até 430 passageiros e reforça a capacidade logística de uma operação que já movimentou mais de 457 mil passageiros desde 2022.
Luanda, 25 de Setembro de 2026 – O Ministro dos Transportes, Ricardo Viegas D’Abreu, inaugurou hoje a TCHIOWA, a nova embarcação da Secil Marítima destinada a reforçar a Cabotagem Norte e a melhorar as condições de transporte de passageiros e mercadorias entre Cabinda e o Soyo. O investimento, superior a 12 mil milhões de kwanzas, equivalente a aproximadamente 13,2 milhões de dólares, integra a estratégia de melhoria da mobilidade, da conectividade territorial e da capacidade logística da província de Cabinda.
Com aproximadamente 93 metros de comprimento e capacidade para transportar até 430 passageiros, a TCHIOWA permite diferentes configurações de transporte de carga rodada, incluindo até 168 viaturas ligeiras ou 26 camiões, de acordo com os limites operacionais aplicáveis. A sua entrada em operação está prevista para a primeira semana de Outubro, após a conclusão dos procedimentos necessários.
Durante a cerimónia, Ricardo Viegas D’Abreu destacou a importância estratégica do investimento para a integração territorial e o desenvolvimento económico da província. "A descontinuidade geográfica de Cabinda é uma realidade. Mas a qualidade da resposta que lhe damos depende das decisões que tomamos, da forma como investimos e, sobretudo, da capacidade que demonstramos para fazer funcionar os serviços", afirmou o Ministro dos Transportes.
A chegada da TCHIOWA representa uma nova etapa na evolução da Cabotagem Norte, cuja operação regular de passageiros teve início em Abril de 2022. Desde então, esta ligação marítima tem vindo a afirmar-se como uma alternativa de mobilidade para a população de Cabinda e como um instrumento de apoio ao abastecimento e à actividade económica da província.
Os indicadores operacionais evidenciam esta evolução. O número de passageiros transportados passou de 31.806, em 2022, para 74.419, em 2023, e 121.406, em 2024, tendo atingido 119.607, em 2025. Paralelamente, o número anual de viagens aumentou de 283, em 2022, para 738, em 2025.
A componente logística apresenta um crescimento particularmente expressivo. O volume de carga diversa transportada aumentou de 526,6 toneladas, em 2022, para 9.987,4 toneladas, em 2025. No mesmo período, o transporte de meios rolantes passou de uma actividade inexistente para 786 unidades anuais, enquanto o movimento de contentores atingiu 232,5 TEU.
Os resultados de 2026 confirmam o reforço da actividade. Entre 1 de Janeiro e 23 de Setembro, a Cabotagem Norte transportou 110.586 passageiros, realizou 650 viagens e movimentou 8.307,1 toneladas de carga diversa. No mesmo período, foram transportados 822 meios rolantes e 392 TEU de contentores, indicadores que já superam os totais registados em todo o ano de 2025 nestas duas últimas categorias.
Em termos acumulados, desde o início da operação, em 2022, até 23 de Setembro de 2026, a Cabotagem Norte transportou 457.824 passageiros, realizou 2.931 viagens e movimentou 27.333,9 toneladas de carga diversa.
Estes resultados demonstram a importância crescente da ligação marítima, não apenas na mobilidade das populações, mas também no transporte de mercadorias, equipamentos e viaturas, contribuindo para melhorar as condições de abastecimento e apoiar a actividade empresarial em Cabinda.
O reforço da frota é acompanhado por medidas destinadas a melhorar as condições operacionais em terra. A concessão da gestão dos terminais do Soyo e de Cabinda à SOGESTER integra esta abordagem, que procura assegurar uma gestão especializada das infra-estruturas, maior eficiência nas operações de embarque e desembarque e melhores condições de segurança e conforto para os passageiros.
A este propósito, o Ministro dos Transportes sublinhou que a modernização da cabotagem exige uma abordagem integrada e resultados concretos na qualidade dos serviços prestados. "Uma embarcação nova é um investimento importante, mas não é, por si só, um serviço de qualidade. Para que a cabotagem cumpra a sua função, é indispensável que o navio, os terminais e os procedimentos em terra funcionem como um único sistema", declarou Ricardo Viegas D’Abreu.
O investimento na TCHIOWA contempla igualmente uma componente de capacitação dos recursos humanos nacionais. Está previsto um programa de aproximadamente seis meses de formação prática e transferência de conhecimentos especializados, destinado a preparar a tripulação angolana para assumir progressivamente a operação da nova embarcação.
A entrada em operação da TCHIOWA, prevista para a primeira semana de Outubro, representa mais uma etapa no desenvolvimento da Cabotagem Norte. O reforço da capacidade de transporte, associado à modernização dos terminais, à qualificação dos profissionais e à melhoria dos procedimentos operacionais, pretende assegurar um serviço marítimo mais regular, seguro e eficiente, com benefícios directos para as populações e para a actividade económica de Cabinda.