O apitar dos comboios das diferentes empresas do sector dos Transportes levam esperança as regiões e províncias que cruzam. O mais extenso, que é o Caminho-de-Ferro de Benguela (CFB), cruza quatro províncias, estando a contribuir para o escoamento de produtos do campo e não só.
Inactivo durante o período de conflito armado, sobretudo na ligação interprovincial, mantendo apenas a ligação Lobito - Benguela, o CFB está a contribuir para o crescimento da economia de Benguela e das outras províncias que ficam ao longo do percurso.
O sector da agricultura, por exemplo, está a tirar maior proveito através do escoamento dos produtos que antes se estragavam por falta de transporte para os levar até aos grandes centros de consumo.
Hoje, a produção do campo dos municípios da Ganda, Cubal, Tchindjenje, Ukuma, Longonjo, Caála, Tchicala Tchiolonga, Catchiongo, Chinguar, Catabola e outros encontram no Caminho-de-Ferro de Benguela um parceiro indispensável na transportação com custos baixos e comercialização, assegurando assim os rendimentos previstos pelos produtores.
Pela sua importância são "Comboios da Esperança e da Integração”, uma vez que facilitou a ligação cidadãos do Lobito ao Luau (ponto de partida e de chegada), que antes estavam juntos mais distantes, mas agora mais próximos e integrados pelo CFB.