• Ministério Dos Transportes Quer Consolidação Do Corredor Do Lobito


    Segundo o governante, que falava durante o encerramento do 15° Conselho Consultivo do sector, á não se pode referir ao Corredor do Lobito, apenas enquanto infra-estrutura de transporte e logística.

    "É uma oportunidade que o país tem para dinamizar outros sectores e permitir a diversificação económica", acrescentou.

    O responsável referiu que é um trabalho que se deve fazer com outros departamentos ministeriais, de forma coordenada, para não se perder a oportunidade de ter o comboio a andar com mais velocidade e mais produção.

    Ainda na província de Benguela, referiu-se também sobre a Agência Nacional de Facilitação de Transportes e Trânsito de Mercadorias, para os três países, nomeadamente Angola, República Democrática do Congo e da Zâmbia.

    "Precisamos de dar corpo a essa organização, para poder ter a oportunidade de tirar partido deste Corredor", considerou.

    Voltou a falar da certificação do Aeroporto Internacional da Catumbela, para o final deste ano, alegando que " compromissos são compromissos".

    "Catumbela é fundamental para a Sociedade Gestora de Aeroportos, porque sabe que em 2025 vai deixar de ter, sob sua gestão, a galinha dos ovos de ouro, que é o Aeroporto 4 de Fevereiro", afirmou o ministro.

    Alertou que, a partir daí, a SGA vai ter um decréscimo brutal nas suas receitas e a visão estratégica é garantir que haja outras certificações em outros Aeroportos para sobreviver.

    Sobre o Aeroporto Internacional Dr António Agostinho Neto, informou que, até final do ano, este vai receber, do 4 de Fevereiro, toda operação de passageiros, tanto doméstico como internacional, classificando como "um grande desafio multidisciplinar".

    "Não envolve somente aquilo que são os profissionais do sector, mas também a multiplicidade de especialistas e departamentos ministeriais. Estamos convictos que vanos conseguir", assegurou.

    Falou também sobre a TAAG, companhia nacional de bandeira, dizendo que este ano tem uma oportunidade histórica, em função daquilo que vai acontecer do ponto de vista da sua reestruturação e renovação da frota.

    "Esses são bons motes para garantirmos uma transformação interna profunda e que consiga garantir que em África haja mais do que uma Etiopian Air Lines ou uma Kenya Airwais", fazendo alusão às companhias áreas da Etiópia e do Quénia, conhecidas mundialmente.

    "Temos a oportunidade de ser a terceira na África subsahariana. Só depende de nós", afirmou o ministro com entusiasmo.

    Ricardo D'Abreu fez estas considerações já a pensar no 16° Conselho Consultivo, a realizar-se ainda no final deste ano.

    O 15° Conselho Consultivo do Ministério dos Transportes, realizado em dois dias, na cidade ferroportuária do Lobito, foi preenchido por quatro painéis.

    Foram eles, A consolidação das reformas e a melhoria da eficiência dos órgãos, Angola e os caminhos para criação de um hub regional de logística e de transportes, Angola e os desafios dos serviços de transportes e da mobilidade e A pensar nas pessoas.

    Estiveram presentes neste conclave 190 quadros do órgão central, das agências e institutos públicos, das empresas públicas e convidados.

    Por via digital, cerca de 160 quadros do sector dos Transportes acompanharam o evento.